Durante a apresentação, no fim da tarde deste sábado (16), uma tempestade inundou a Chácara do Jockey, em São Paulo.
O público, ainda tímido, até foi convidado pela cantora a dançar debaixo d’agua, mas, como o terreno de terra e grama não tinha cobertura, poucos se arriscaram a pisar na lama.
A maioria preferiu curtir o show espremido, dividindo um espaço debaixo de uma tenda no meio do campo _ que dá visão para os dois palcos responsáveis por alternar as atrações do festival, que mistura música com temas ecológicos.
O universitário Guilherme Correa, 25 anos, era um dos poucos que estava colado na cerca que separa a pista da área vip. Não à toa, o estudante e sua turma de amigos não deram bola para as nuvens escuras que cobriam a próxima atração do outro lado do campo: Céu.
Eles disseram ter vindo cedo para não perder um bom lugar para o espetáculo de encerramento, dos britânicos Jamiroquai.
- Por que ninguém quer fazer um festival em um lugar fechado? Agora, vamos ficar molhados e sujos de lama até o fim da noite. Só não saio daqui para não perder lugar, senão já estaria na tenda também.
Aos poucos, a cantora que traz o firmamento no nome foi domando o tempo. Céu, a de voz doce, foi aos poucos convidando as pessoas a se aproximar, driblando as poças, e para cantar suas músicas: Cangote,Espaçonave e Malemolência.
Aos poucos, o clima fechado foi dando espaço para mais animação. Um bom aquecimento para a dupla francesa Air, conhecida por sons eletrônicos que empolgou o público. A organização acertou na pontualidade dos shows e na produção impecável.
A lista de atrações deste sábado (16) foi composta por Cidadão Instigado, Vanessa da Mata, Air, Snow Patrol e Jamiroquai no Palco Verde; e Marcelo Jeneci, Karina Buhr; Céu, Móveis Colônias de Acaju e Bajofondo no Palco Azul.
FONTE: R7
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