A Justiça de Guarulhos condenou 22 pessoas envolvidas com a máfia dos caça-níqueis em Guarulhos, na Grande São Paulo, esta semana. Destas, quatro são policiais militares e oito civis. As penas variam de 6 a 25 anos de cadeia.
Imagens mostradas no Jornal da Record em maio do ano passado levaram o Ministério Público a investigar a participação de policiais em uma quadrilha organizada que vivia da exploração dos jogos na cidade.
Durante cerca de quatro meses, foram registrados mais de uma centena de estabelecimentos comerciais que exploravam os jogos de caça-níqueis não só em Guarulhos, mas também em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.
Os pontos de jogos geralmente funcionavam nos fundos de bares, restaurantes, padarias e lanchonetes. Só em Guarulhos, existiam mais de 600 máquinas de caça-níqueis em operação quando a denúncia foi feita. Elas arrecadavam, em média, R$ 120 mil por semana.
A atividade ilegal era praticada perto de postos da Polícia Militar. O ex-funcionário de um dos chefes da máfia contou à reportagem que policiais civis e militares de Guarulhos e Osasco protegiam os pontos de jogos.
Durante mais de um ano, o Ministério Público de Guarulhos investigou a máfia dos jogos da cidade. O processo, de quase 2.000 páginas, foi concluído esta semana.
A Justiça condenou 22 dos 24 réus do processo. Duas mulheres foram inocentadas. Os outros foram condenados pelos crimes de formação de quadrilha armada, crime contra a economia popular, exploração de jogos de azar cujas máquinas eram configuradas para nunca dar prêmio, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo e fraude processual.
Entre os condenados, um está foragido e outro morreu na semana passada, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral).
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