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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lope encerra Festival e é ovacionado pelo público


Encerrando a maratona das sessões de gala da Première Brasil, o Festival do Rio exibiu nesta quarta-feira (6), no Cine Odeon, centro do Rio de Janeiro, a produção hispano-brasileira Lope. O filme do cineasta brasileiro Andrucha Waddington foi exibido fora da mostra competitiva e trouxe uma comitiva de estrangeiros ao Brasil.
No tapete vermelho do Odeon, a atriz espanhola Pilar López de Ayala parecia um pouco perdida diante do espocar de tantos flashes que aguardavam as estrelas internacionais. a bela atriz fez mil elogios ao diretor, que está separado da atriz Fernanda Torres desde o início do ano.
- Andrucha é uma pessoa muito sensível. É um apaixonado pelo cinema e proporcionou aos atores um excelente ambiente de trabalho. Não teve diferença ser conduzida pelas mãos de um diretor brasileiro.
No palco do Odeon, Alberto Ammann, o galã argentino que interpreta o poeta e dramaturgo Lope de Vega, era só sorrisos. Os pais do ator também estavam na plateia para prestigiar a estreia internacional do filho.
- Foi uma experiência maravilhosa fazer esse filme e fico ainda mais emocionado de ver esse cinema lotado, cheio de pessoas sorridentes.
Para voltar à Espanha dos séculos 16 e 17, os atores fizeram uma verdadeira imersão na época, através de aulas de equitação, dicção, esgrima e até caligrafia.
No elenco brasileiro, estão Sônia Braga, vivendo a mãe do poeta, numa breve participação, já que morre logo no início do filme, e Selton Mello, interpretando um marquês de Portugal que encomenda poemas a Lope e os usa como se fossem seus. Os atores brasileiros não foram à sessão.
Andrucha Waddington contou que não conhecia a obra do poeta e dramaturgo, mas que, assim que tomou conhecimento do roteiro, logo se apaixonou. De lá para cá, foram quatro anos de muito trabalho, um orçamento de mais de 16 milhões de dólares e filmagens na Espanha e no Marrocos.
- O filme fala de um jovem poeta que está de passagem para o mundo adulto. É narrado por um personagem jovem e que tem hoje 500 anos.
Na tela, Andrucha mostra as aventuras de Lope de Vega, que viveu entre os anos de 1562 e 1635 e foi um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. O diretor optou por uma narrativa romântica, bem à maneira das biografias de Hollywood, com o mocinho dividido entre dois amores e seus algozes.
Se o início do filme parecia arrastado, com uma vagarosa e monótona história sobre o cotidiano do poeta, a trama logo esquentou quando o público pôde ver o temperamento de Lope e a boas atuações de Alberto Ammann e Pilar López de Ayala. No final, todo o Odeon, lotado, ovacionou a película.
Na plateia, o diretor Daniel Filho disse que aproveitou a ocasião particular para prestigiar o festival e o filme de Andrucha.
- Essa é uma excelente oportunidade para vir ao Festival do Rio. Além de ser o último dia, sou filho de espanhóis e não poderia deixar de assistir a essa produção hispano-brasileira.
O Festival do Rio acaba oficialmente nesta quinta-feira (7), mas vai até a próxima quinta-feira (14), com a tradicional repescagem, que é a oportunidade para ver os filmes perdidos.

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